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Apenas uma Esquina até o Destino

Se destino existe, perdi-o quando virou a esquina.

O ônibus para curso atrasara meia hora pra passar, já estava puto naquele ponto quando um lotado pára. Vou, não vou? Fui.

Pois bem que chegando perto da Lauro Gomes, arranjo um lugar para sentar quando duas senhoras saiam do banco ao lado do cobrador, sento-me e pago um tempo para olhar a paisagem. Adivinha quem eu vejo pela janela? Aquela de quem vos cito em quase todas minhas postagens.

Pupílas dilatadas, suor escorrendo pelo rosto e um coração desparado. Tentei, mas não consegui gritar. Corri para a porta de descida e pedi ao motorista para abrir a porta exatamente quando o ônibus começou a andar, tarde demais.

“Só no próximo ponto, garoto”. Passam-se um, dois, três quarteirões para frente e volto correndo para a esquina onde a ilustre e sua amada progenitora haviam virado. Ainda com esperança nos olhos e com a boca seca de ansiedade, era como se nunca tivessem passado por ali.

Voltas e revoltas sem sucesso pela Marechal e Faria Lima sem sinal da menina com roupa listrada e cabelos castanhos, estava tão perto e deixei escapar mais uma chance que a vida me dera. Mais uma vez me sinto idiota por algo que não foi culpa minha.

Pelo menos, pude ver seu rosto ao vivo mais uma vez.

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