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Choose your Destiny.

Eu tenho dois braços, duas pernas, perfeitos.
Eu falo, escuto e vejo. Com um óculos na cara, mas ainda assim vejo.
Eu tenho os bens que gostaria de ter.
Eu tenho ótimos amigos.
Eu tenho saúde.


Será mesmo que posso reclamar da vida?


Não me prendo apenas no ter, me conforta saber que as pessoas reconhecem meu ser, também. Me faz alegre descobrir que ainda existem pessoas capazes de visualizar os bons atos que praticamos em nosso dia-a-dia.

Juntando meu ser e ter, chegamos aos 3/4. Talvez não tenha mesmo do que reclamar da vida, mas 3/4? Por que três partes de quatro? Por que apenas três quartos? … Não vou explicar.


– Para os românticos, o perfeito era se afogar no amor ilusório e morrer de tuberculose.

– Para os realistas, era racionalizar as emoções e do mundo, usar o intelecto ao extremo até a morte.

– Para Platão, era deixar o Sensível e viver eternamente no Inteligível, fora da prisão que é o corpo.


Nenhum deles conseguiu.


Como sou imbecil de pensar que um dia conseguiria atingir os quatro conceitos da felicidade de uma vez só?

Eu posso muito bem tirar um dos conceitos da minha lista. Posso, sim, tenho um cérebro que permite-me fazer isso. Simplesmente arrancar o amor da minha vida e arriscar a voltar à vida sem sentir o bom do amor por ninguém. A qualquer momento, a qualquer hora. Basta um simples botão de “Delete” em algumas páginas e umas seleções de “Apagar” no celular.


Ridículo. É dádiva dos fracos deixar para trás os princípios de sua própria existência.
“Enquanto vivermos, permanecemos.”… Ou eu sou orgulhoso demais para deixar tudo simplesmente como está. Ou eu sou só idiota, mesmo. A segunda é mais provável.


Não, não; Por favor, não se confunda. Não quero dizer que estou aprisionado para sempre na angústia, só estou dizendo que há chances de existirem outras pessoas em nossas vidas que podem trocar sentimentos tão bem quanto as de agora. É tudo uma questão de partida.


O meio do caminho, decidir se vou, ou se volto. São duas pontes, sem caminho de volta. Eu posso errar. Sempre posso errar. Mas não quero errar, não como antes. Erros me custaram choros e crises terríveis, tá certo que mais uma não faria tanta diferença, mesmo assim não tô afim.


Se vou.
Se volto.


Gostaria que respondesse, leitor.


É, eu até tenho dois braços e duas pernas perfeitos.
Mas eu só tenho uma cabeça, e acho que ela não funciona direito.

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