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Reminiscência do adormecido.

Angústia traiçoeira do desgosto
traga-me esta e retoça os músculos deste corpo,
doces imagens de reminiscência.

Cega as flores do jardim dos santos.
Lugar nenhum mais belo há,
bancos vazios e árvores por todo lado.

Sorvetes e sombras a todos os cantos
este ao teu lado não é ninguém.
O sangue escorre veia a fora
pelo peito, depois o pescoço.

Adormece pouco o sentimento dos homens
a morte que não perdoa os frouxos
consome o rei de todos os reinos
lamentando o deixar do parvo
que aprecia as poucas margaridas deste jardim.

Num dia quente, ao fim da tarde
o sol por entre as árvores se esconde
maravilhando olhares de dois amantes
jazidos sozinhos em pacato semblante.

Os servos mergulhados em água
refletem o vermelho que consome o branco.
É você quem faz minh’alma estilhaçar
a reminiscência do que foi adormecido.

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