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Mors omnia solvit, status libertatis.

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Era oito horas da noite e nove minutos quando a música começava a tocar. Era a música de sempre, mas não era a mesma. Seu título estava diferente, sua harmonia era preocupante, aquelas vozes pareciam se chocar ao decorrer do tempo.

Estava escuro, não é gosto meu deixar luzes acesas. A sensação que cobria este corpo deitado parecia a de uma mão que arrasta o sorriso da face dos parvos. Não arrepiava, as palavras, porém, faziam seu trabalho de gelar a ponta dos dedos e as orelhas cujos ouvidos aguçados à música estavam.

As horas esvaziaram a sensação para depois trazê-la com seu tanque cheio. Pior, aflitante. Sem atinar, preocupando-me cada vez mais com o que tudo isso poderia dizer. O vento frio que move as cortinas encarava a parede, descendo até encontrar a pele fria. Pele, esta, fria por fora; mas eternamente quente por dentro.

Mors omnia solvit, status libertatis.

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  1. Esse seu barroquismo ainda te mata.

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