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Arquivo do mês: julho 2011

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Infelizmente excepcional

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Há uma certa controvérsia na sociedade, todos buscam sempre o sucesso em seus projetos para provar o orgulho ao alcançar seus objetivos. É ótimo quando aquele primo drogado consegue largar as drogas, quando aquela tia solteirona consegue um namorado depois de 10 anos encalhada, e quando o menino da quarta-série que sempre fica de recuperação tira 8,8 de média final?

Nossa, que alegria! Estar sempre por baixo e, finalmente, conseguir dar a volta por cima! Quando não se possui expectativa de outras pessoas, é muito fácil surpreender todos ao seu redor; bem diferente daquele orgulho dos pais que já fazia contas de multiplicação na 3ª série e tirava sempre notas 9 e 10 nas provas do colégio. Quando o primeiro deslize acontece e seu boletim aparece com um gigantesco e horroroso seis e meio, a excepcionalidade do garoto desaparece e a surpresa não passa de decepção.

Se ele conseguir voltar suas notas ao topo: “Muito bem, sempre tirou notas altas, por que iriam começar a despencar agora?”. Sempre foi esperado o máximo do garoto extraordinário, como surpreenderia alguém se o que deveria surpreender todos não passa de uma rotina?

É uma intrigante controvérsia do mundo, é muito mais fácil tornar a realidade mais agradável quando não esperam nada de você, assim, sua busca objetiva passa a surpreender todos que a presenciam… Enquanto aqueles que estão sempre no topo dificilmente nos surpreendem, já que sempre estão por ali.

É claro que ninguém vai validar a sua diferença se você estiver sempre por perto sendo tão…

Comum.

acho que esse post deve ter ficado um saco haiuosdhaiuhfsh ):

it all ends…

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Palavras são, na minha nada humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia. Capazes de formar grandes sofrimentos e também de remediá-los.

Só um lápis… e ainda é pouco.

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Sempre que bate a vontade de escrever e por algum motivo não conseguimos expressar o pensamento, as ideias ficam flutuando, vagando, perdidas por entre a nuvem de devaneios da mente incomodada que, cada vez mais a aflita, busca como se livrar desse vazio. Muito parecido com a sensação de esquecer alguma palavra que estava na ponta da língua.

Aquela coceirinha ansiosa que só passa depois de trocar algumas palavras com a boa folha de caderno, talvez sentado num banco de praça, ou deitado na rede da varanda vendo a poeira serpentear pelo chão junto com o calor do brisa tardia de um sol que se extingue ao horizonte. Um momento… só um momento basta para moldar a inspiração.

Costumo programar postagens, escrevo-as num dia só daqui um mês, por exemplo; Foi o caso dos Morangos, o texto que era para ser publicado em 16 de Julho, foi escrito no dia 10. Ao longo da semana acontecia uma ajeitadinha ali e outra aqui… Interessante foi o post ter resolvido se postar sozinho no dia 14.

No mais, revirando a pasta de rascunhos do blog achei um punhado de textos incompletos, uns devaneios absurdos, postagens com só uma palavra e muitas outras postagens que qualquer um poderia ler… Assim como outras que nunca alguém verá. Nesse beco de textos perdidos, encontrei o Metalinguística, uma postagem falando sobre o próprio blog, seu intuito, e algumas motivações para sua existência; jurava ter postado em meados de Abril, mas, por sinal, acabei ficando pra trás de novo.

Não dá pra confiar na máquina, é bem capaz que um dia volte para o papel amassado, junto com um lápis mal apontado e um alguns anseios para eternizar por lá. Tudo vem ao seu tempo: Os Morangos vieram cedo de mais, e a Metalinguística que tardou demais.

Hoje as minhas 150 postagens estão aí, guardadas no eterno e ao interesse de quem se dispor a ler e descobrir um pouco mais sobre as babaquisses apresentadas aqui e sobre o babaca-mór que vos escreve. Não sei quem é você, Leitor, mas obrigado. Obrigado por estar lendo. Obrigado por compartilhar o que você entende por aqui. E, principalmente, o que você não entende.

Os morangos.

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Isso é coisa do frio. Ver a fumaça, assim, saindo de sua boca… poucos lábios resistem ao frio noturno do inverno de São Paulo; normalmente, se despedaçam e trazem um incômodo ardor a pele. O céu nublado… as vezes o vento frio é encarado como convite à uma boa leitura.

Sentada à mesa, segurando em uma mão a caneta à tinta predileta por seu traço fino – refinado, de bom gosto germânico – para grifar as passagens mais importantes. Um copo de suco a esperava terminar a leitura que já lhe tomava três horas, o discreto pote com morangos estava vazio, intercalava as entrelinhas com boas garfadas no doce sabor das frutas vermelhas mergulhadas em creme de leite.

Apesar de toda concentração na incansável leitura, as linhas perdiam o sentido quando o telefone tocava. Levantou-se irritada para atender os ringos que não desistiam de atormentar sua leitura. Tirou o aparelho do gancho e pôs-se a ouvir o outro lado da linha.

Todas essas situações conduzem à mesma escolha… Bom dia, são onze horas da manhã. O que está esperando? Ah! Esqueci dos morangos.

Os morangos eram pra ter aparecido por aqui só no fim de semana, mas como meu blog resolveu postá-los mais cedo por motivos do além, vou deixá-los por aqui :P

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