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Autêntico!

Já escrevi várias páginas, algumas entre aulas de geografia e outras muitas durante a explicação de reações químicas; e se não estou enganado, arrisco dizer que já são mais de 9 postagens prontas esperando para serem publicadas e lidas por todos os meus queridos leitores (“todos”, como se fossem muitos). Entretanto, ainda existe algo surreal que prende as minhas palavras ao papel não permitindo que sejam lidas por outras pessoas a não a quem realmente são destinadas. Seria um basta para a enrolação?

Garanto-lhe que não. Decidi deixar as cartas e os textos já escritos de lado por alguns instantes e dar espaço ao lado bom da espontaneidade textual e produzir, na verdade, um texto presente. Para mim, o presente e a autenticidade são sinônimos de espontaneidade artística, qualquer outra produção é apenas um conjunto de ideias repensadas sobre fatos passados. Aliás, mesmo que os mesmos não tenha acontecido, de fato, junta-se as experiências anteriores para a produção de uma crônica passada, diferentemente da autenticidade espontânea, um texto sobre agora, sobre o momento e o instante!

Sobre o presente! E é por isso que ele é chamado de presente.

Isso é apenas necessidade voraz de tentar dizer as sensações indizíveis que me vem ao corpo e a mente desde que lhe vi pela primeira vez. Hoje eu me reservo a prestar algo que não faço há tempos: Escreveria sobre os sentimentos. Não os físicos, nem os da crônica. Apenas sentimentos, os verdadeiros e reais. Achei mesmo que não escreveria mais esse tipo de texto rebuscado por aqui, perdoem-me a enrolação, mas o conforto de hoje me deixou com tantas incertezas que me sinto pairando no céu olhando o mundo de cima a baixo procurando uma resposta para essas dúvidas – Menos uma. – Da qual única sensação que deveria duvidar, nada mudou. A certeza é plena e clara como água da fonte, é óbvio, a alma sempre foi fonte de água límpida e propícia para se beber. E beber. E beber.

Quanta sede! Que ausência torturante é a força irracional fixada uma vez na espírito por trás da pele, essência de ser e de viver, motivo e objetivo de muitos, de todos e meu. Por pouco, mas ainda meu e diferente de qualquer outro. Individual e superior as sensações mundanas. Ah! E que delícia saber que posso sentir tudo isso… E que tragédia saber que tudo que posso não me faz completo, sou apenas individual, como qualquer outro precisando de um complemento para compartilhar a individualidade e ser feliz por ser o mesmo. Fora dos moldes. Fora do mundo. Quem sabe Pasárgada? Acho que vou-me embora para onde o lirismo valha a pena e os loucos sejam perfeitos como qualquer um! Quanta vontade. Quanta certeza para única dúvida que deveria surgir… Devia ter nascido na década de 60, não acha? Mas não importa, voltamos às cartas e ao lirismo dos loucos que me faz bem.

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