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Minha amora!

Ninguém no caminho, e nada, nada a não ser amoras,
amoras dos dois lados, embora mais à direita,
uma álea de amoras, descendo em curvas fechadas, e um mar
algures, lá ao longe, arfando. Amoras
tão grandes como a cabeça do meu polegar, e mudas como olhos
negros nas sebes, repletas
de um suco azul-vermelho. Este desperdiça-se nos meus dedos.
Não pedira tal comunhão de sangue; devem amar-me.
Comprimem-se numa garrafa de leite, de encontro aos seus lados.

Respirei fundo e escutei o velho e orgulhoso som do meu coração.
Eu sou, eu sou, eu sou.

PLATH, Sylvia. in A Redoma de Vidro
and Pela Água.

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  1. Pingback: Mensagem na Garrafa: Colhendo Amoras | Livros Aquáticos

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