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Arquivo da categoria: Juro que não farei nada de bom

N.o.i.t.e.

Ouça.


E esqueça.

Do Abracadabra à fantasia da Noite. Dos vultos serpenteando palavras poéticas até os novos e sinceros passos de dança duma garotinha vestindo rosa, um arquinho e pouca maquiagem. “A música! Sim, a música, estão ouvindo?” De onde vem o som delicado da orquestra francesa que ecoa pelos cantos da sala, pelo palco, pelo público? Poucos sabiam, mas a linda música era o tema incrível de Amelie Poulain! Não poderia existir música mais perfeita para aquela apresentação!

Apesar de tudo, tive boa companhia para o espetáculo. Assistindo da 3ª fileira era possível ver os robôs dançando e os brinquedos rastejando enquanto ouvia-se a risada de um homem corrompido pelo dinheiro. O que adotamos como valores? É o que adotam para nós? Por que não valorizar o que merece? Por que não valorizar quem merece? Por que não tent…

Costumo dizer que o ser humano funciona como as duas faces de uma moeda: Uma é iluminada como o dia, lhe diz que você é capaz de tudo, não há limites para ser você mesmo! Em contrapartida, há uma muito sombria como a noite, lhe diz que de nada você é capaz, lhe esconde no sereno frio e lhe joga em um mundo de escuridão. Pena dos que se deixam levar pela segunda face, ignorantes de possibilidades, assim jogando-se de cabeça em mentiras.

Talvez… Não! Quem sabe dizer se não é melhor esconder-se no sereno? Sei que não. Basta, para mim, saber que uma coisa é certa: Nunca Ouça Inteiramente o Teu Eu! Deixo de lado o lirismo dos bêbados para a fortuna arcadiana nos levar para fora dessa dura realidade.

Espero, eu, em alguma Noite.

Parabéns aos atores do espetáculo, vocês foram demais!

Oi,

Hoje é um péssimo dia para a literatura.
Mas é um bom dia para a lírica!

– 

Sublime

O termo sublime (do latim sublimis, “que se eleva” ou “que se sustenta no ar”, da filosofia) entrou em uso no século XVIII, para indicar uma nova categoria estética, que se distinguia do belo e do pitoresco.

É o termo perfeito para suprir toda denotação sobre os fatos de ontem, e hoje. Do “que se eleva”, palavras que se tornam grandes e falsas, tomam outro significado e são mal interpretadas por todos em volta; como um complô prestes a dar certo.

Ao “que se sustenta no ar” por chegar aos ouvidos de muitos que não fazem a menor ideia do quão complexo é o fato e, ainda assim, querem argumentar sobre ele, jogando a culpa para os inocentes. De fato, não dou a mínima para o que pensam sobre mim, sobre o que dizem sobre mim, sobre o que compartilham sobre mim. De maneira alguma!

Mas quando as palavras afetam, além de mim, uma pessoa querida, de eterna consideração, não lhes garanto o mínimo de sanidade ou compaixão, do mesmo modo que sou gentil e agradável, sei muito bem como transformar vidas em inferno. Falem de mim, falem sobre mim. Bem ou mal, não faz diferença. Mas apenas de mim, não jogue amigos contra si mesmos ou amantes contra os próprios sentimentos.

Aliás, só estou escrevendo hoje, aqui, para assegurar tudo que já disse antes. Não ataco pelas costas e não mando recadinhos pela internet. Quem conhece, sabe que comigo se trata do olho-no-olho. E isso já foi feito hoje.

Apesar da questão já parecer resolvida, não está. O Sublime é o meio, o intermediário. A verdade sempre aparece, e chega de intermediários. O que foi, há de voltar novamente.

Esse texto não é para fazer sentido.

Mas se entendeu, pode estar envolvido nele.

Não temos com quem chorar.

Senhor, piedade.
Pra essa gente careta e covarde.
Vamos pedir piedade,
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem.

Faz parte do meu show
Faz parte do meu show, meu amor.

Tenho medo e eu sei porquê:
Estamos esperando.

Quem é o inimigo?
Quem é você?

Nos defendemos tanto tanto sem saber
Porque… Lutar.

Clareia, manhã
O sol vai esconder a clara estrela ardente,
Pérola do céu, refletindo teus olhos.
A luz do dia a contemplar teu corpo sedento
Louco de prazer e desejos ardentes.

Nossas meninas estão longe daqui
E de repente eu vi você cair
Não sei armar o que eu senti
Não sei dizer que vi você ali.
Quem vai saber o que você sentiu?
Quem vai saber o que você pensou?
Quem vai dizer agora o que eu não fiz?
Como explicar pra você o que eu quis…

Somos soldados
Pedindo esmola
E a gente não queria lutar
E a gente não queria lutar
E a gente não queria lutar

E a gente não queria lutar.

Cazuza – Blues da Piedade
Legião Urbana – Soldados
Ed Motta – Nascente

Por destaque e outras fragrâncias.

E eu te conheço. Do mesmo jeito que você me conhece.
E sei que você sempre faz do jeito errado.

E eu nunca sei qual o jeito certo.
Só conheço seu jeito. O melhor jeito.

it all ends…

Publicado em

Palavras são, na minha nada humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia. Capazes de formar grandes sofrimentos e também de remediá-los.

Só um lápis… e ainda é pouco.

Publicado em


Sempre que bate a vontade de escrever e por algum motivo não conseguimos expressar o pensamento, as ideias ficam flutuando, vagando, perdidas por entre a nuvem de devaneios da mente incomodada que, cada vez mais a aflita, busca como se livrar desse vazio. Muito parecido com a sensação de esquecer alguma palavra que estava na ponta da língua.

Aquela coceirinha ansiosa que só passa depois de trocar algumas palavras com a boa folha de caderno, talvez sentado num banco de praça, ou deitado na rede da varanda vendo a poeira serpentear pelo chão junto com o calor do brisa tardia de um sol que se extingue ao horizonte. Um momento… só um momento basta para moldar a inspiração.

Costumo programar postagens, escrevo-as num dia só daqui um mês, por exemplo; Foi o caso dos Morangos, o texto que era para ser publicado em 16 de Julho, foi escrito no dia 10. Ao longo da semana acontecia uma ajeitadinha ali e outra aqui… Interessante foi o post ter resolvido se postar sozinho no dia 14.

No mais, revirando a pasta de rascunhos do blog achei um punhado de textos incompletos, uns devaneios absurdos, postagens com só uma palavra e muitas outras postagens que qualquer um poderia ler… Assim como outras que nunca alguém verá. Nesse beco de textos perdidos, encontrei o Metalinguística, uma postagem falando sobre o próprio blog, seu intuito, e algumas motivações para sua existência; jurava ter postado em meados de Abril, mas, por sinal, acabei ficando pra trás de novo.

Não dá pra confiar na máquina, é bem capaz que um dia volte para o papel amassado, junto com um lápis mal apontado e um alguns anseios para eternizar por lá. Tudo vem ao seu tempo: Os Morangos vieram cedo de mais, e a Metalinguística que tardou demais.

Hoje as minhas 150 postagens estão aí, guardadas no eterno e ao interesse de quem se dispor a ler e descobrir um pouco mais sobre as babaquisses apresentadas aqui e sobre o babaca-mór que vos escreve. Não sei quem é você, Leitor, mas obrigado. Obrigado por estar lendo. Obrigado por compartilhar o que você entende por aqui. E, principalmente, o que você não entende.

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