Assinatura RSS

metalinguística

nota: essa postagem é um texto resgatado de 22 de abril de 2011, jurava que tinha perdido o rascunho ou apenas sonhado em ter escrito, mas ele estava aqui, guardado, só esperando para ser encontrado. Só esperando.

https://i2.wp.com/data.whicdn.com/images/9017670/5639195315_9b187d4c1e_o_large.jpg

“Aquele site meio verde e branco é seu?”
“Nunca entendi aquele seu blog, lá”
“Entrei no seu site outro dia e, cara, você só posta merda”
“O que você faz com aquele blog? Ganha dinheiro?”

Essas são as frases que mais ouço quando o assunto chega até aqui. Não é de se surpreender que ninguém entenda nada do que aparece por aqui. É este tal jeito de pensar meu puro ego nem sempre sincero. Aqui me serve para depositar tudo aquilo passa, tudo que algum dia deixará de existir. É o calor de eternizar cada sensação, farsa e felicidade vivida.

Aqui se resume em tédio, visões, devaneios e cansaço. Se acham perdidos Alan Silvestri, Philip Glass e Nicholas Hooper. Um santuário de contradições, paradoxos, malícias e anseios. É o baú de olhares ciganos, oblíquos e dissimulados. Sem deixar de lado as decepções e, muitas vezes, escapismo. Que horror, não?

Mas não há porque se preocupar com íris castanhas quando existem cabelos ruivos, quase cor-de-laranja, fazendo o dia-a-dia valer a pena… É mais que suficiente para poder partir.

No final, dificilmente haverá tristeza por essas linhas, tudo não passa de reflexão. Eis é casa da persistência e do erro; Da vontade e do desejo; Da coragem e da ilusão. Aqui aprendo a ver o mundo de todos os ângulos, assim penso um pouco antes de agir. O impulso sempre foi meu parceiro, mas já me desapontou várias vezes.

Falo com as paredes e deixo contada uma história ou outra … Por que? Não faço ideia. É vontade de escrever, alimento que vira experiência:

A ignorância é uma benção; As pessoas são o que escutam; Muitos têm medo da verdade; Gostam de brincar conosco; Raiva é construída; Amor é banalizado; Choros são liberdade de expressão; Crises sempre hão de existir; Palavras são mal interpretadas; Pensamento é poder; Destino é duvidoso; Desistência não existe, mas derrota não é opção. Buscar o erro não é errado, é opção. E que o medo de agir é combustível do arrependimento, e a própria ação também é.

O Before Insanity é exatamente o que diz ser. Você sabe o que vem antes da insanidade?

Confusão.

E liberdade.

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por admirá-la,
Isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela,
Isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
Isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso, melhor se guarda o vôo de um pássaro,
Do que de um pássaro sem vôos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
Por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

Uma resposta »

  1. Bem legal,concordo plenamente com tudo :D

    Responder

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: